Dunga: o zangado

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O técnico Dunga tem um relacionamento complicado com a imprensa. Evita entrevistas casuais, só fala em coletivas, não aceita críticas ao seu trabalho e abusa de respostas mal criadas. Uma das últimas peripécias do zangado treinador foi se queixar de que os jornalistas falam dele pelas costas. Por que será, hein? Ele disse ainda que utiliza as matérias negativas sobre a seleção brasileira para motivar os jogadores.

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Jeitinho norte-coreano

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A seleção da Coréia do Norte tentou enganar a Federação Internacional de Futebol (FIFA) e se deu mal. O time da terra do ditador Kim Jong-il inscreveu dois ao invés de três goleiros. A vaga reservada ao terceiro guarda-metas foi preenchida por um atacante. No entanto, a FIFA foi rápida e avisou que o potencial artilheiro só poderá atuar na Copa da África do Sul se for entre as traves: não fazendo gols, mas evitando que a bola cruze a derradeira linha.

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Espere o pior, sempre!

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Sábia desde menina é a amiga que disse “faça o melhor, espere o pior e receba o que vier”. Não sei o porquê, mas nunca esqueci disso. Carrego esse ensinamento como um pé-de-coelho, pois assim, pensando dessa forma, as coisas ficam mais fáceis. Sofremos menos, os pés ficam mais presos ao chão e a expectativa, vilã das grandes desilusões, diminui consideravelmente o seu poder de fogo.

Sei muito bem o caminho. O meu melhor fica em cada canto por onde passo, independente de pessoas, revés e circunstâncias. Cumpro as tarefas delegadas sem esperar reconhecimento. Ajudei e fui ajudado muitas vezes. Ultimamente beneficio mais do que sou beneficiado. Resolvo mais do que sou resolvido.

Não desvio a rota. Sem aplausos, sigo em marcha descompassada. Não reclamo, afinal fui avisado e me preparei para tal. De tudo isso, só lamento o fato de os textos de blog serem espelhos irreais. Deontologia pura.

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No espelho do aniversário

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Parece que foi ontem. Sempre tenho essa impressão nas proximidades do meu aniversário. Repasso cenas e acontecimentos importantes da minha vida.

Hoje, dia 03 de março de 2010, quando completo 28 anos, certamente não serei o mesmo de hoje. Não que haja algum motivo especial em decorrência da mudança de ciclo, até porque acredito na mudança diária, no aprendizado cotidiano, na modificação constante. Nascemos, crescemos, amadurecemos, amadurecemos, amadurecemos e, por fim, um dia, morremos.

Não posso reclamar de nada. Vivo intensamente. Conheci pessoas especiais na hora certa e no momento oportuno. Tive muitos amores com os quais refluí e acelerei processos e aprendi muito. Tenho a deferência de contar com grandes companheiros, entendedores de todas as vicissitudes de um aspirante a intelectualidade que com certeza nunca terá.

É verdade que sofri muito, chorei em silêncio, agüentei as piores e mais tristes dores no meu cantinho, no escuro da madrugada. Sozinho. Isso me deu couraça. Ensinou-me a viver.

Se tivesse a possibilidade de mudar, não o faria. Fui forjado assim, na luta, na labuta, no sofrimento, no riso, na alegria e na dor de quem - para sempre - terá a atitude para ser errante. Só não me permito a covardia. Bem vinda nova primavera.

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Rapidinha de elevador

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"O Passado não é o que passou. É o que ficou do que passou"

Alceu Amoroso Lima

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Rapidinha da boa

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"Todo do cais é uma saudade de pedra"

(João Bosco e Aldir Blanc)

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Acho que já estive aqui...

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Brasileiras e brasileiros. Ai, ai, ai... Certamente esse não é um bom bordão para começar a prosa, pois lembra uma persona non grata da história não tão recente da política nacional. Companheiras e companheiros soa melhor. É mais emotivo, humano, verdadeiro e casual. Além do mais, em se tratando de estilo, combina mais comigo e minha parca biografia de ex-brizolista, tocador de cavaquinho, arranhador de violão, fotografo amador e petista. Em resumo, um cabra popular, besta, incoerente e sem dinheiro no banco como todo bom rapaz latino americano.

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O Filho do Brasil e as complicações pós-parto

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Tive a impressão de que assisti a um imenso comercial de televisão. Talvez um documentário mequetrefe. Mas filme não foi, absolutamente. A história, cujo enredo é, por mérito próprio rico e emocionante, não foi contada com a maestria típica dos grandes cineastas, que conferem espetacular emoção a cada cena, arrebatando a atenção e tocando o coração da platéia. Mas aí já seria esperar demais, tendo em vista que o próprio diretor, o cineasta Fábio Barreto, declarou à imprensa – sem nenhum tipo de constrangimento – que foi apenas um projeto para ganhar dinheiro.

Lembrei-me agora dos “filmetes” produzidos no pleito de 2002, pelo bom Duda Mendonça, na eleição para presidente da República. Mesmo considerando as particularidades daquele momento, no qual o país vivia a expectativa de experimentar o novo em termos políticos, avalio que os “vetês” da campanha eleitoral dialogaram mais com a emoção do brasileiro do que a recente película sobre a epopéia do menino de Caetés.

Também entendo perfeitamente a tênue diferença entre propaganda e cinema, embora as duas coisas estejam cada vez mais imbricadas nos tempos atuais. Essa relação, aliás, já vem de muito tempo. Só para citar um caso, vamos ao exemplo dos bem sucedidos filmes produzidos por Goebells, um dos braços direito de Hitler, para semear a ideologia nazista entre os jovens alemães.

É justamente baseada na relação entre o filme “O Filho do Brasil” e a eleição geral de 03 de outubro, tendo em vista um possível favorecimento da candidatura da ministra Dilma Roussef, a escolhida de Lula para medir forças com os demo-tucanos, verdes e quem mais se escalar, que a oposição ao governo do PT vem chiando em todos os níveis.

A avaliação é de que a fita sobre a vida de Lula é campanha fora de época. E, cá pra nós, não estão de um todo errado!

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Faça o bem sempre

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É dito e certo. Sempre fico meio depressivo nas festas de final de ano. Não sei dizer por quê. Talvez seja pelo fato de ser arredio a manifestações de falsa coletividade, o que é comum no Natal e no Ano Novo, onde pessoas que “se odeiam” assumem entre si, pelo menos durante pouco mais de uma semana, o discurso público de “tudo de bom para você e sua família”.

Minha excentricidade é violentamente afetada no período natalino. Os campeonatos de futebol internacional param e, com isso, um dos meus passatempos prediletos vai para o espaço. Na televisão, quase todos os filmes versam sobre a comemoração que remete ao nascimento do menino Jesus, o Messias que, segundo a história cristã, deu a vida em prol da salvação do planeta. As músicas típicas não mudam nunca. Há uma delas que chama a atenção em especial. A letra diz assim: “Então é Natal... e o que você fez?”.

Quer saber realmente? Neste sentido, não “inventei” nadica de nada no Natal, pois acho que as coisas boas devem ser feitas cotidianamente. Não apenas em função de uma ocasião, como uma forma de, com um gesto isolado, limpar a barra depois de um ciclo inteiro de “maldades”, hipocrisia e demagogia, que talvez seja a palavra definidora do pensamento que humildemente exponho aqui.

O bem precisa ser contínuo, perene, linear e constante. Sem data ou previsão de início e fim. Faça-o minimamente todos os dias, porque, além de ajudar o semelhante, revigora quem o executa. E tem um detalhe fundamental: não precisa ser publicizado e nem implica necessariamente em auxílio financeiro. Pode ser uma palavra, um aperto de mão, um sorriso ou até um “não” bem colocado.

A sociedade, de uma forma geral, precisa parar de pensar no Natal e no Ano Novo de forma comercial, pois é isso que acontece. No entanto, a maioria das pessoas nem se dão conta disso. Outros sabem, têm consciência, e gostam. Nada contra.

Não pense somente no que você fez no Natal. Concentre o foco no dia-a-dia e tente fazer o bem em 12 de agosto, 07 de março, 23 de julho, 14 de novembro, 06 de janeiro, 17 de fevereiro... Todo dia é dia

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Olhar para o lado não tira pedaço

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“De tudo que é nego torto, do mangue e do cais do porto, nela já fez moradia”. Precisava de uma frase para começar o texto. Quebrei a cabeça, mas não veio nada verdadeiramente original. Recorri, então, a genialidade de outrem, no caso Chico Buarque de Holanda e a sua pegajosa música “Joga Pedra na Geni”, para falar um pouco sobre a vida, os medos, a angústia, os erros, os acertos e a falta de paz que destrói o coração.

Quase todas as vidas se fundamentam na busca por alguma coisa: uma caçada ao tesouro, a procura de um grande amor, o sonho do estrelato, o reconhecimento humano, a resolução de alguma questão cabal, o sentido e a fundamentação da própria existência... Enfim, estamos o tempo todo atrás de respostas.

Às vezes, as respostas não se apresentam formalmente, aparecem de forma cifrada, ininteligível a olhos de pouca fé. Por isso, é necessário estar mais atento aos sinais, aos gestos aparentemente despretensiosos. A falsa bestialidade volta e meia elucida questões.

Conheço pessoas que passaram a vida inteira à procura de resoluções que o tempo todo estiveram ao lado delas. Não as enxergaram por miopia existencial, falta de sensibilidade ou porque o tempo todo concentraram o foco em seus mundinhos particulares. Simplesmente esqueceram-se de observar ao redor. E não foram capazes de entender os gestos.

Mas pior ainda é quando se perde algo para finalmente saber que o tínhamos o tempo todo. Aí, quando isso acontece, bate a noção exata do quão idiota, previsível e asqueroso é o bicho homem, ao ser picado pelo espírito de dominante da espécie...

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